
Assisti essa semana o 'Sonhos', de Akira Kurosawa, um filme de grande beleza visual e mensagens interessantes. Dividido em oito episódios, oito sonhos que desenvolvem-se de forma interconexa, Kurosawa retrata cenas de um japão antigo, bem como o trauma do impacto da II Guerra Mundial e das bombas nucleares de Hiroshima e Nagasaki, e ainda sua fascinação pela arte e pela figura do pintor holandês Vincent van Gogh. O tom onírico permeanece em todo o filme em cenas de uma bela surrealidade, e a través dessa linguagem a estética oriental é resgatada de forma encantadora. Mesmo aludindo a temas difíceis como a contaminação radioativa, a metáfora das nuvens coloridas nos faz abstrair em imagens o
questionamento sobre os riscos que o ser humano assume em nome de um pretenso desenvolvimento tecnológico. Por fim, é marcante a mensagem de um velho sábio sobre o que é necessário a um ser humano afinal - água pura e ar puro. E que morrer quando se teve uma vida com isso em mente é um verdadeiro motivo de felicidade.
questionamento sobre os riscos que o ser humano assume em nome de um pretenso desenvolvimento tecnológico. Por fim, é marcante a mensagem de um velho sábio sobre o que é necessário a um ser humano afinal - água pura e ar puro. E que morrer quando se teve uma vida com isso em mente é um verdadeiro motivo de felicidade.
Pois não é meu filme preferido?
ResponderExcluirPra mim, todos os sonhos são terrivelmente tristes, mas o último sonho... meio que te liberta disso.
E sim, eu choro no "Túnel". Sempre.
ar e água pura? i wish.
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