Foucault: "O que é a paixão? É um estado, é algo que te toma de assalto, que se apodera de você, que te agarra pelos ombros, que não conhece pausa, que não tem origem. Na verdade, não se sabe de onde vem. A paixão simplesmente vem. É um estado sempre móvel, mas que não vai em direção a um ponto dado. Há momentos fortes e momentos fracos, momentos em que é levada à incandescência. Ela flutua. Ela balanceia. É uma espécie de instante instável que se persegue por razões obscuras, talvez por inércia. Ela procura, ao limite, manter-se e desaparecer. A paixão se dá todas as condições para continuar e, ao mesmo tempo, para se destruir a si própria. Na paixão, não se é cega. Simplesmente, nestas situações de paixão não se é quem se é. Não tem mais sentido de ser quem se é."
Schroeter: "O amor é um estado de graça, de afastamento."
Foucault: "Pode-se perfeitamente amar sem que o outro ame. É uma questão de solidão. É a razão pela qual, em algum sentido, o amor é sempre cheio de solicitações de um para com o outro. É aí que está sua fraqueza, porque pede sempre algo ao outro, enquanto que, no estado de paixão entre duas ou três pessoas, há algo que permite comunicar intensamente."
trechos de uma conversa entre Foucault e Schroeter. Entre o amor e os estados de paixão. 1981.
para ler mais rapidinhas de Foucault, http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/biblio.html
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
look at this fucking hipster!
Depois de uma agradável tarde de domingo pegando um sol no gramado do MON, lugar onde pessoas jovens e moderninhas saem para dar o ar na graça em dias assim de Curitiba, o comentário tendência era justamente o povo - look at this fucking hipster!
http://www.latfh.com/
Porque eu adoro gente moderna...
http://www.latfh.com/
Porque eu adoro gente moderna...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
clarice
“Eu disse a uma amiga: — A vida sempre superexigiu de mim. Ela disse: — Mas lembre-se de que você também superexige da vida. Sim.”
"Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca..."
“Sou tão misteriosa que não me entendo.”
"Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. "
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
e eu poderia dizer tudo isso de mim também.
"Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca..."
“Sou tão misteriosa que não me entendo.”
"Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. "
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
e eu poderia dizer tudo isso de mim também.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
eu lembrei o que é sentir
"Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, como uma hemorragia"
Bárbara - Chico Buarque
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, como uma hemorragia"
Bárbara - Chico Buarque
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A softer world

Pensamentos como são, honestamente cruéis. E ainda assim, suaves em sinceridade.

http://www.asofterworld.com/
amor é narcisismo
"uma pessoa amará segundo o tipo narcisista de escolha objetal: amará o que foi outrora e não é mais, ou então o que possui as excelências que ela jamais teve"
Freud
Freud
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Não, não digas nada!
Não: não digas nada!
Supor o que dirá
A tua boca velada
É ouvi-lo já
É ouvi-lo melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias.
És melhor do que tu.
Não digas nada: sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê.
Fernando Pessoa
Supor o que dirá
A tua boca velada
É ouvi-lo já
É ouvi-lo melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias.
És melhor do que tu.
Não digas nada: sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê.
Fernando Pessoa
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
I am half sick of shadows
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
I want to go insane!
Um curtinha sobre o Dali, em que aparece ele na clínica de Freud, tocando o terror. Bem histérico esse Dali...E na segunda parte ainda aparece a Dita von Teese como Gala, de espartilho, cinta liga e chicote - breathtaking - e Buñuel. Muitas paixões juntas ao mesmo tempo.
Leda atômica, a cara da Gala!Gala era de fato muito sedutora, e muito polêmica também. Musa absoluta do surrealismo. Ouvi falar que o que Dali curtia mesmo fazer com ela era candaulismo, uma parafilia, e portanto, perversa, uma vez que ele teria fobia aos genitais femininos. Bem interessante... A biografia dos dois pode ser encontrada aqui: http://www.salvador-dali.org/

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terça-feira, 25 de agosto de 2009
injustiça
“Quanto ao indivíduo sexualmente maduro, a escolha de um objeto restringe-se ao sexo oposto, estando as satisfações extragenitais, em sua maioria, proibidas como perversão. A exigência, demonstrada nessas proibições, de que haja um tipo único de vida sexual para todos, não leva em consideração as dessemelhanças, inatas ou adquiridas, na constituição sexual dos seres humanos; cerceia, em bom número deles, o gozo sexual, tornando-se assim fonte de grave injustiça”.
Freud, S. Mal estar na civilização
Freud, S. Mal estar na civilização
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
impossível
"Não podemos acreditar em coisas impossíveis" - disse Alice -
"Pois eu digo que você não tem ainda muita prática." - disse a rainha - "Porque às vezes tenho acreditado em até seis coisas impossíveis antes do desjejum."
"Pois eu digo que você não tem ainda muita prática." - disse a rainha - "Porque às vezes tenho acreditado em até seis coisas impossíveis antes do desjejum."
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
cine filos
Resolvi que vou passar a listar todos os filmes que já vi na vida. Uma decisão um pouco obsessiva, mas que talvez resolva a minha agonia de às vezes, desejar comentar algum filme do qual sequer lembro o nome. Ou simplesmente não ter ele em mente assim tão fácil. Enfim, vai ser interessante fazer essa lista. Logo, vou começar pelos filmes que assisti esse fim de semana:
# Saló - 120 dias de Sodoma ( Itália/França, Pier Paolo Pasolini) # Todas as cores do amor ( Irlanda, Elizabeth Gill )
# Apenas sexo ( EUA, Joel Viertel)
# De repente, Califórnia ( EUA, Jonah Markowitz )
# À flor da pele ( França, Antony Cordier )
Depois posso escrever mais sobre acada um desses filmes, com um pouco mais de tempo - principalmente sobre o Saló, filme que me fez refletir sobre minha monografia sobre perversão. Agora, porém, minha intenção é só listar.

Aliás, vou me render ao meu interesse repentino por listas e listar certas coisas que passaram pela minha cabeça durante esse percurso cinamatográfico:
# não é o ato em si que torna algo perverso, mas a posição que o sujeito ocupa perante aqueles atos
# acabamos repetindo o modo como o outro agiu conosco antes com as pessoas que surgem depois
# as pessoas não são boas nem más, elas só mudam. Mas mais que mudam, elas se transformam
# relacionamentos a três são uma grande expressão da compulsão a repetição, são bem atraentes e sempre alguém sai machucado
# bitch fica com bitch, gente fofa com gente fofa
# as pessoas passam tempo demais em crise existencial tentando descobrir se são gays ou não
# é melhor tomar cuidado antes de beber e fazer sexo com um amigo
# temos que simplesmente aceitar que alguém que fez toda a diferença na nossa vida, e que nós amamos, simplesmente precisa nos deixar
# ficar chorando é praticamente pedir pra levar porrada
# as pessoas acusam as outras para livrar-se das acusações feitas a elas mesmas
Noites chuvosas, depois de uma semana agitada. Tudo o que eu preciso são muitos filmes agora.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
causando
Essa matéria da Bravo foi bem esquisita, mas bem interessante e polêmica também. A questão é: existe uma estética homossexual? http://bravonline.abril.uol.com.br/conteudo/assunto/existe-estetica-homossexual-490185.shtml
A primeira frase já chega quebrando tudo...
A primeira frase já chega quebrando tudo...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Tara
Fiquei toda empolgadinha desde que recebi um e-mail de que a Tara McPherson estava expondo na Choque Cultural - a galeria de SP da qual já falei aqui. Mas agora fiquei mais ainda sabendo que ela estará aqui em Curitiba em uma sessão de autógrafos no Kitinete, um bar bem bacana ao qual tenho certo apreço. A notícia está aqui, e vi ela no Twitter de uma amiga...http://www.ideafixa.com/2009/08/13/tara-mcpherson-em-curitiba-1708/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tara-mcpherson-em-curitiba-1708

Vai ser ótimo isso! Gosto muito das ilustrações dela, e acho ótimo isso de dar uma vida nova aos cartazes de divulgação de shows de bandas. Me lembra os cartazes gigantes de lambe lambe xilogravados que rola no Rio em toda parede por aí. Acho que as cidades podiam ficar inteiras todas ilustradas!
Aqui está o portfolio completo >>> http://www.taramcpherson.com/
terça-feira, 11 de agosto de 2009
sobre o politicamente incorreto
Ouvi falar esses tempos que a lei antifumo, como está sendo chamada em São paulo, chegou aqui em Curitiba. Eu sou fumante, mas não precisava ser pra ficar de cara com essa lei. Qual o problema das pessoas com a escolha de quem quer fumar? Porque isso virou, de uns tempos pra cá, algo tão ofensivo? É óbvio que o cigarro não é saudável - mas quem fuma sabe disso, e quer continuar fumando. É óbvio que ninguém precisa ficar suportando fumaça na cara se não quer - mas para isso são feitas áreas reservadas! A questão parece ser mesmo puro moralismo. Com passar do tempo o cigarro passou a ser um marco do politicamente incorreto, tão nocivo a todos. Um desrespeito fumar. Basta que você acenda um cigarro que todo mundo te olha feio. E essa nova lei parece uma caça às bruxas. Os locais públicos que tenham vestígios de que alguém andou fumando serão multados. Sim, vestígios. Uma bituca no chão, ou mesmo o cheiro de fumaça servem de prova do crime. Ou seja, cada estabelecimento se tornará agente de repressão à aqueles que fumem. Fumar só em casa mesmo. Agora, o que será dos bares? Sair pra dançar sem fumar é uma realidade que se aproxima. A mínima área externa no bar, se tiver, vai ficar insuportávelmente lotada. Ouvi falar que no Japão, mesmo nas ruas já não é permitido fumar. Existem pequenos fumódromos - que parecem um grande cinzeiro, tipo aqueles de aeroporto - na rua, onde os pobres japoneses se expremem e ficam lá, baforando todos concentrados. Ótimas medidas para a promoção de saúde. Ou ótimas medidas de uma propagando hipócrita de promoção de saúde. E é ai que voltamos ao politicamente incorreto. Não há nada de tão chocante que alguém escolha fazer algo que, tecnicamente, lhe faz mal. Basicamente, é isso o que a gente faz na vida o tempo todo, afinal. Então vamos respeitar o desejo alheio e ao menos dar espaço a ele. Estou propondo fazer a marcha do politicamente incorreto, o manisfesto de quem não está afim de ser olhado com cara feia quando está simplesmente fazendo o que entende que é bom pra si. Deixar explícita a escolha, pra quem não quer pensar em ter uma escolha e segue só a cartilha. Responsabilidade pela sua vida requer escolha.
flores em dupla exposição
Só para ilustrar, mais um portfolio de algum fotógrafo que encontro aleatoriamente por aí. Esse é alemão, mas mora em Nova York, e tem trabalhos bem interessantes.

Dietmar Busse >>> http://www.dietmarbusse.com/index.php
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
43 coisas
...que você ainda vai fazer. Faça sua lista de desejos para a vida, e faça ela acontecer.
>>> http://www.43things.com/
>>> http://www.43things.com/
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Cycle of life and death
Child molesting
People held in mental hospital for no reason
Children adopted with mental illness caused by the time they spent in the orphanage

Pro anorexia blogs on the Internet
Ela é realmente fantástica, como me apresentou um amigo. Ruth Gwily tem trabalhos de uma sensibilidade gritante, e todos os temas que ela aborda - como saúde mental e violência - são retratados de forma bela e expressiva. Destaque para a performance Cycles of life and death, uma dança entre ela, grávida, e a morte. Alusão direta à perda de seu filho. Transformar sua própria dor em arte requer muito amor, e muita coragem.
Criminal kids practise creative writing, as therapy.
O link >>> http://www.ruthgwily.com/
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
neurônios
Leio desde que era bem novinha e sempre achei bem divertido. Daí estava hoje, lendo o novo post, e achei que era bem o momento - falava sobre ir fumar lá fora. Tudo bem que não moro em São Paulo., e ainda posso ter o prazer de dançar fumando e perguntar a boa e velha " você tem fogo?", mas lembrei de que uma de minhas mais preciosas amizades começou indo fumar lá fora. No corredor da faculdade, debruçados na varanda. Nunca mais paramos de "ir fumar lá fora". Os moralistas que nos perdoem, mas saber fazer a ocasião e não perder o jogo de cintura é essencial.
>>> http://02neuronio.blog.uol.com.br/
>>> http://02neuronio.blog.uol.com.br/
Secret
As cores finalmente voltaram. E reencontrei esse site de que gosto muito, o Post Secret. A idéia é que enviem em um cartão postal, anonimamente, um segredo. E a maioria deles diz algo muito bom. Eu mesma sinto vontade as vezes de mandar uns cartões postais assim. Porque alguns segredos simplesmente não podem cair no conhecimento das pessoas que estão a sua volta, mas ao mesmo tempo diz tanto sobre a vida de todos.
>>> http://www.postsecret.blogspot.com/
quarta-feira, 29 de julho de 2009
down
Eu ando tão down...a depressão chegou batendo seus dedinhos finos e frios na minha janela, ficou para o café e resolveu que está confortável por aqui - agora reside dentro de mim, sem previsões de sair. Oscilações terríveis de humor, insônia, nostalgia e chatisse são as melhores amigas da deprê, e estão sempre juntas, sem nenhum pudor da inconveniência. Mal consigo escrever alguma coisa aqui, porque tudo parece estúpido.
Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down
Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down
terça-feira, 28 de julho de 2009
Volta
Pior que não é o disco da Bjork, sou eu de volta ao trabalho. Depois de uma mísera semaninha de férias - adeus longas férias da faculdade - estou de volta à minha caixinha. Sou a funcionária fantasma do mês.
terça-feira, 14 de julho de 2009
C.R.A.Z.Y.
Zac sempre soube que havia algo diferente nele. Nascido morto no dia do natal, aind
a assim sobrevive - o que leva sua mãe a pensar ser ele uma dádiva divina. Ainda na maternidade, cai dos braços de um de seus irmãos, queda esta que o deixa uma marca - simbolo de sua especial sensibilidade. O filme trata das relações dentro dessa família de cinco irmãos, todos muito diferentes, e da relação de seu pai com seus filhos - tudo sob a perspectiva de Zac, que se destaca por sua percepção dos fatos. A sexualidade de Zac também é tema central da trama, que se desenvolve de forma bem simpática. C.R.A.Z.Y., a inicial de cada um desses irmãos (Christian, Raymond, Antoine, Zachary, Yvan) fala sobre o desenvolvimeto das relações familiares frente a diversidade e a incompreensão de uma comunidade conservadora em torno disso, com uma trilha sonora que passa por Pink Floyd, Rolling Stones e David Bowie. Bowie aparece como uma grande identificação do rapaz, em uma cena em que Zac incorpora e interpreta Ziggy Stardust - simbolo de sua androgenia e postura contestadora.
a assim sobrevive - o que leva sua mãe a pensar ser ele uma dádiva divina. Ainda na maternidade, cai dos braços de um de seus irmãos, queda esta que o deixa uma marca - simbolo de sua especial sensibilidade. O filme trata das relações dentro dessa família de cinco irmãos, todos muito diferentes, e da relação de seu pai com seus filhos - tudo sob a perspectiva de Zac, que se destaca por sua percepção dos fatos. A sexualidade de Zac também é tema central da trama, que se desenvolve de forma bem simpática. C.R.A.Z.Y., a inicial de cada um desses irmãos (Christian, Raymond, Antoine, Zachary, Yvan) fala sobre o desenvolvimeto das relações familiares frente a diversidade e a incompreensão de uma comunidade conservadora em torno disso, com uma trilha sonora que passa por Pink Floyd, Rolling Stones e David Bowie. Bowie aparece como uma grande identificação do rapaz, em uma cena em que Zac incorpora e interpreta Ziggy Stardust - simbolo de sua androgenia e postura contestadora.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Anima

Fui conferir o Animamundi este fim de semana no Rio. o festival tá muito bom. Assim que cheguei entrei em uma das sessões gratuitas que já haviam começado, com animações muito simpáticas. Mas bom mesmo foi a sessão de curtas que peguei um pouco mais tarde - todos excelentes. Gostei especialmente - talvez por inclinações profissionais - de um curta francês chamado Skhizein, de um cara chamado Jeremy Clapin. É a história de um sujeito que foi atingido por um asteróide. Mas só ele foi atingido. E esse encontro fez com que ele ficasse precisamente 91 cm à
esquerda de tudo. é um curta bem bonitinho sobre saúde mental na verdade, bem bacana. Confira no site ( http://www.animamundifestival.blogspot.com/ ) e no blog ( http://www.animamundi.com.br/fest_home.asp ) mais detalhes sobre o festival e a programação, no Rio e em São Paulo. Além das sessões, tem oficinas de animação, e no CCBB, onde ocorre parte das sessões, ainda estão abertas outras exposições, como a do Yves S
aint Laurent, com seus cartões de natal coloridos, todos escritos LOVE, a Rebobine Por Favor, de Michel Gondry, com cenários idealizados por ele - cineata que ganhou o Oscar como co-roteirista de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. E, por fim, no mesmo espaço, a exposição Virada Russa, com produções artísticas do país do início do século XX aos anos 30 - com artistas como Kandinsky e Chagall. Pra quem estiver no Rio por esses tempos, imperdível.
esquerda de tudo. é um curta bem bonitinho sobre saúde mental na verdade, bem bacana. Confira no site ( http://www.animamundifestival.blogspot.com/ ) e no blog ( http://www.animamundi.com.br/fest_home.asp ) mais detalhes sobre o festival e a programação, no Rio e em São Paulo. Além das sessões, tem oficinas de animação, e no CCBB, onde ocorre parte das sessões, ainda estão abertas outras exposições, como a do Yves S
aint Laurent, com seus cartões de natal coloridos, todos escritos LOVE, a Rebobine Por Favor, de Michel Gondry, com cenários idealizados por ele - cineata que ganhou o Oscar como co-roteirista de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. E, por fim, no mesmo espaço, a exposição Virada Russa, com produções artísticas do país do início do século XX aos anos 30 - com artistas como Kandinsky e Chagall. Pra quem estiver no Rio por esses tempos, imperdível.
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