terça-feira, 30 de junho de 2009
vivo e morto
Não consigo parar de sonhar com coisas vivas e mortas ao mesmo tempo. Não sei o que aconteceu, mas esse gato revolucionou minha vida.
Zeitgeist
Assisti ontem pela milésima vez um documentário chamado Zeitgeist, que, em minha opinião, faz justiça ao nome. Ele parece unir uma série de informações e desconfianças que parecem muito presentes no imaginário de nosso tempo. Zeitgeist é composto por três partes: a primeira fala sobre os mitos religiosos e como estes tem bases astronômicas e foram utilizados como influência política. A segunda fala dos mitos modernos como criadores de uma coesão social - e afirma categoricamente, e com informações realmente relevantes, que o 9/11 foi uma farsa. A terceira parte fala sobre a economia como mito e a influência da mídia em encobrir e alienar a população das decisões de pequenos grupos de pessoas economica e politicamente influentes. O documentário é bem interessante e traz vários questionamentos à tona, apesar de um certo tom sensacionalista e de auto-ajuda. Claro que fez muito sucesso e, ao que parece, foi bem divulgado - já vi cartazes pela rua, sessões públicas rolando e até minha mãe me mandou um e-mail sobre isso. Para mim, a questão é debater se as informações que aparecem no discurso como uma verdade absoluta são verdadeiras, ou um amontoado de senso-comum encaixadas de forma conveniente. Assiti com uma amiga que está praticamente formada em economia e ela discordou de muitos pontos referentes ao funcionamento da bolsa de valores, do Fed e dos impostos americanos. Eu sinceramente gostaria de ver a reação e discutir certos temas com pessoas que tenham um conhecimento acadêmico do que está sendo explorado ali. E, ainda, existe o Zeitgeist addendum, que ainda não assiti, o Zeitgeist III que deve ser lenaçado somente em 2010 e, o que mais me chamou atenção, apesar de não ter visto também é o Projeto Zeitgeist, que conta com um vídeo de "orientação ativista", o que é, convenhamos, bem suspeito. Qual o interesse por trás disso? Vi que tem relação com o Venus Project, mas é preciso buscar mais informações. Qual será afinal o Projeto Zeitgeist, o Projeto 'espírito de nosso tempo'?Mais informações >>> http://www.zeitgeistmovie.com/ . O documentário pode ser encontrado na íntegra com legendas no Youtube.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
distraídos
O gato também me lembrou um poema de Clarice Lispector, que diz o seguinte: "Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
Enquanto você está em casa, você só ve que a carta não chegou. Quando você sai de casa, ela passa a ter chegado e não chegado, ao mesmo tempo.
Enquanto você está em casa, você só ve que a carta não chegou. Quando você sai de casa, ela passa a ter chegado e não chegado, ao mesmo tempo.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Gatos e paradoxos
Achei interessantíssima a história do paradoxo do Gato de Schorödinger, hipótese experimental criada como uma crítica à mecânica quântica. Nesse experimento quase surrealista, o gato estaria, segundo a física quântica, ao mesmo tempo, vivo e morto. Veja aqui a história: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gato_de_SchrödingerBem, e se pensarmos que o gato já é um observador de si mesmo? O estado do gato se definiria por si só, e não estaria nesse limbo de superposições. A não ser talvez pela teoria dos mundos infinitos...

Esse gato, além de confundir horrores as teorias da física quântica, tem um incrível potencial para piadas nerds. Tipo isso: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Gato_de_Schrödinger .
Esse gato sim é a expressão da ambivalência no mundo.
terça-feira, 23 de junho de 2009
colores
olha que bonitinho esse site sobre o simbolismo das cores
http://www.mariaclaudiacortes.com/#
e tem este outro que faz um escala de tons
http://meyerweb.com/eric/tools/color-blend/
e este ainda é uma aula de teoria das cores
http://poynterextra.org/cp/colorproject/color.html
http://www.mariaclaudiacortes.com/#
e tem este outro que faz um escala de tons
http://meyerweb.com/eric/tools/color-blend/
e este ainda é uma aula de teoria das cores
http://poynterextra.org/cp/colorproject/color.html
Paralelos narcisistas
Transferência é Princípio de Indeterminação; Dualismo da Matéria é Ambivalência.
axiomas
Pobre Niehls Bohr. Tentando livrar-se do peso de ser um proferidor de axiomas, acabou criando um. tsc."Tudo o que digo deve ser entendido não como uma afirmação, mas como uma pergunta." Irônico.
não existência
hoje eu to tão cansada que simplesmente não existo. não tenho forças pra sequer escrever com letras maiúsculas. só consigo ler o Fritjov Capra e entrar em uma estranha espécie de depressão existencial quântica.
belo
terça-feira, 16 de junho de 2009
#1 Crush
Uma moça très jolie me lembrou dessa música...
http://www.youtube.com/watch?v=Z0X8W6E5xeU
Eu costumava ouvir essa música na coxia do teatro quando tinha 13 anos, e achava ela tão sensual.
I will crawl on hands and knees until you see
You're just like me
http://www.youtube.com/watch?v=Z0X8W6E5xeU
Eu costumava ouvir essa música na coxia do teatro quando tinha 13 anos, e achava ela tão sensual.
I will crawl on hands and knees until you see
You're just like me
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Sonhos

Assisti essa semana o 'Sonhos', de Akira Kurosawa, um filme de grande beleza visual e mensagens interessantes. Dividido em oito episódios, oito sonhos que desenvolvem-se de forma interconexa, Kurosawa retrata cenas de um japão antigo, bem como o trauma do impacto da II Guerra Mundial e das bombas nucleares de Hiroshima e Nagasaki, e ainda sua fascinação pela arte e pela figura do pintor holandês Vincent van Gogh. O tom onírico permeanece em todo o filme em cenas de uma bela surrealidade, e a través dessa linguagem a estética oriental é resgatada de forma encantadora. Mesmo aludindo a temas difíceis como a contaminação radioativa, a metáfora das nuvens coloridas nos faz abstrair em imagens o
questionamento sobre os riscos que o ser humano assume em nome de um pretenso desenvolvimento tecnológico. Por fim, é marcante a mensagem de um velho sábio sobre o que é necessário a um ser humano afinal - água pura e ar puro. E que morrer quando se teve uma vida com isso em mente é um verdadeiro motivo de felicidade.
questionamento sobre os riscos que o ser humano assume em nome de um pretenso desenvolvimento tecnológico. Por fim, é marcante a mensagem de um velho sábio sobre o que é necessário a um ser humano afinal - água pura e ar puro. E que morrer quando se teve uma vida com isso em mente é um verdadeiro motivo de felicidade.Cansei de ser cowboy
Deve ser o que acontece depois de cansar de ser sexy. Mas é também o blog de minha amiga querida Larissa e seu co-editor, Doug. Destaque para as duas versões da receita do Martini à la james Bond e o post sobre os óculos escuros, homenagem ao nosso feriado. >>> http://canseidesercowboy.wordpress.com/
No fundo.
Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
Fernando Pessoa, 1934
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
Fernando Pessoa, 1934
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Nouvelle
O myspace do Nouvelle Vague, banda que faz versões meio bossa de clássicos do mundo, principalmente do mundo nos anos oitenta >>> http://www.myspace.com/nouvellevague
Lick it
Encontrei o designer desse clássico absoluto aí em cima. E não é o Andy Warhol como todo mundo pensa. O nosso amigo Andy criou a capa do Sticky Fingers, que foi bem criticada e sofreu censuras absurdas. E, aliás, o pasche também ajudou a fazer essa capa. E foi nesse disco que saiu pela primeira vez essa boquinha sensual que virou o símbolo dos Rolling Stones. Esse disco é muito bom, com destaque para Brow Sugar e Wild Horses.
Site do John Pasche >>> http://www.johnpasche.com/flash6.html
L'excessive
Je n'ai pas d'excuse,
C'est inexplicable,
Même inexorable,
C'est pas pour l'extase,
c'est que l'existence,
Sans un peu d'extrême, est inacceptable,
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise
Y'en a que ça excède,
d'autres que ça vexe,
Y'en a qui exigent que je revienne dans l'axe,
Y'en a qui s'exclament que c'est un complexe,
Y'en a qui s'excitent avec tous ces "X" dans le texte
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxeJe suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise, (ouais).
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout exagère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Excessivement gaie, excessivement triste,
C'est là que j'existe.
Mmmm, pas d'excuse ! Pas d'excuse !
C'est inexplicable,
Même inexorable,
C'est pas pour l'extase,
c'est que l'existence,
Sans un peu d'extrême, est inacceptable,
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise
Y'en a que ça excède,
d'autres que ça vexe,
Y'en a qui exigent que je revienne dans l'axe,
Y'en a qui s'exclament que c'est un complexe,
Y'en a qui s'excitent avec tous ces "X" dans le texte
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout accélère,
Moi je reste relaxeJe suis excessive,
Quand tout explose,
Quand la vie s'exhibe,
C'est une transe exquise, (ouais).
Je suis excessive,
J'aime quand ça désaxe,
Quand tout exagère,
Moi je reste relaxe
Je suis excessive,
Excessivement gaie, excessivement triste,
C'est là que j'existe.
Mmmm, pas d'excuse ! Pas d'excuse !
Carioca
Eu tava estudando um livro sobre intervenções jurídicas em conflitos familiares quando vi uma referência à 'Revista Brasileira de Ciências Criminais e Discursos Sediciosos', do Instituto Carioca de Criminologia. E de onde mais isso poderia vir senão do Rio? Achei graça nisso. Será que eu me interesso tanto por criminologia e perversão por minhas origens cariocas? Eu percebo nos cariocas em geral uma fixação nesse assunto, devido a recorrencia com que ele invade nossas vidas. Todo mundo quer entender o que está acontecendo a sua volta, porque você não pode passar em tal rua ou sair em tal horário. Mas mesmo essa vontade de saber sofre violência, porque é cerceada. Existe um limite ao que saber, um limite em que ou você se arrisca consideravelmente pra saber, ou você sem querer ficou sabendo demais. E isso foi um grande limitador a fazer qualquer pesquisa que envolvesse situações de violência. Você pode ter que pagar muito caro por essas informações. E daí acontece que a possibilidade de pesquisar essa área criminal ocorre por meio do que já institucionalizado, pelo que vira processo jurídico. Mas o contato com as questões sociais e psicólogicas fica definitivamente comprometido por isso. Mas é justamente porque tá difícil que é importante.
terça-feira, 9 de junho de 2009
She's so cold!
A sweet sweet beauty, but stone stone cold!
http://www.youtube.com/watch?v=GhfEEPlt3NQ
http://www.youtube.com/watch?v=GhfEEPlt3NQ
Illusion
Sempre gostei muito de imagens que desafiem a compreensão, formas geométricas impossíveis e afins. Desde criança gosto muito de Escher, e é curioso perceber como ele é a maior referência que encontro nesses quesitos. Tem um site, o http://www.moillusions.com/ , que conta com um acervo bacana de todo tipo de ilusões ópticas.
E, claro, dá ainda pra encontrar versões um pouco menos ortodoxas de algumas ilustrações de Escher - imprescindível - como essa de Lego.

sexta-feira, 5 de junho de 2009
Rock'n'art
Encontrei o site do artista plástico e designer gráfico Storm Thorgerson. Ele fez as magníficas capas de álbuns do Pink Floyd (inclusive a do meu ima de geladeira, o clássico acima). Além do Pink Floyd, fez trabalhos também para o Syd Barret, Led Zeppelin e outras bandas que algumas ainda não tive o prazer de conhecer.
São hipnóticos os seus trabalhos e fantástico como ele lida com cada concepção. Em certo ponto, lembra Magritte com seu surrealismo crítico e delicado.
Enfim, não consigo parar de ver a coleção dele. Estou encantada em encontrá-lo, com suas imagens que há tanto tempo fazem parte de meu imaginário. A ilustração abaixo, por exemplo, é de um dos discos que mais marcaram minha vida.
E lá você o encontra >>> http://www.stormthorgerson.com/
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Buraco negro
Ouvi algo hoje, sobre psicanálise e coisas incritas na ordem de alguma coisa: " Você tem que ver se ali se constituiu um corpo. Como a prostituta aguenta receber cinco, dez clientes por dia? É porque ali não tem corpo pra sofrer, é um buraco negro. Prostituição não é pra quem quer, é pra quem pode." Entendo o argumento. Mas o que dizer sobre as condições sociais que impelem alguém a prostituição? Falando assim pode parecer que existe um tipo especial de gente que suporta esses argúrios, uma casta das prostitutas. Eu compreendo que a educação exponha as pessoas a atribuir determinados sentidos em suas vidas, a estabelecer uma demarcação ou não de certos limites corporais - e foi por esses aspectos que eu interpretei o que foi dito. Não se trata de uma desresponsabilização, mas é justamente pelo contexto social que não é prostituta quem quer, assim como não é louco quem quer - é louco quem pode.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
coisas que me irritam III
Por que meus amigos tem que ser tão temperamentais? Talvez porque eu sou temperamental eu vejo um certo charme nesse hábito de ser totalmente imprevisível. Tudo isso é lindo, até que você vai esperar eles pra fazer alguma coisa e, claro, desencontra.
Trópicos
"Se vocês fossem em política como são em estética, estariamos feitos" - disse um rapaz um dia. Recomendo ouvir esse rapaz raivoso dizendo isso e muito mais, depois de ser recebido com vaias ao cantar 'É proibido proibir' em um festival. De que é feita a coragem, o que nos leva a gritar nossa raiva contra a cegueira de quem não deseja ver?
terça-feira, 2 de junho de 2009
Suburbia
Passei um fim de semana de volta às origens, no Rio de Janeiro. Com direito a festinha de prima e tudo. E daí lembrei de um blog que eu lia há uns anos atrás que eu acho engraçadíssimo, porque fala de uns detalhes que só quem morou no subúrbio do Rio sabe o que é. Porque sim, eu também, além de ser trend, sou suburbana. Aliás, nunca vou deixar de chamar a Avenida Suburbana de Avenida Suburbana, e não me venham com Dom Helder Câmara. http://www.suburbiatales.com.br/
Destaque para o post 'cálegagem aérea' que, além de ter o nome daqui, ainda fala da Tia Lili, o que obviamente prova que eu e os calega que escrevem no suburbia já frequentamos as mesmas festinhas infantis.
Destaque para o post 'cálegagem aérea' que, além de ter o nome daqui, ainda fala da Tia Lili, o que obviamente prova que eu e os calega que escrevem no suburbia já frequentamos as mesmas festinhas infantis.
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