Eu ando tão down...a depressão chegou batendo seus dedinhos finos e frios na minha janela, ficou para o café e resolveu que está confortável por aqui - agora reside dentro de mim, sem previsões de sair. Oscilações terríveis de humor, insônia, nostalgia e chatisse são as melhores amigas da deprê, e estão sempre juntas, sem nenhum pudor da inconveniência. Mal consigo escrever alguma coisa aqui, porque tudo parece estúpido.
Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down
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