quarta-feira, 10 de junho de 2009

Carioca

Eu tava estudando um livro sobre intervenções jurídicas em conflitos familiares quando vi uma referência à 'Revista Brasileira de Ciências Criminais e Discursos Sediciosos', do Instituto Carioca de Criminologia. E de onde mais isso poderia vir senão do Rio? Achei graça nisso. Será que eu me interesso tanto por criminologia e perversão por minhas origens cariocas? Eu percebo nos cariocas em geral uma fixação nesse assunto, devido a recorrencia com que ele invade nossas vidas. Todo mundo quer entender o que está acontecendo a sua volta, porque você não pode passar em tal rua ou sair em tal horário. Mas mesmo essa vontade de saber sofre violência, porque é cerceada. Existe um limite ao que saber, um limite em que ou você se arrisca consideravelmente pra saber, ou você sem querer ficou sabendo demais. E isso foi um grande limitador a fazer qualquer pesquisa que envolvesse situações de violência. Você pode ter que pagar muito caro por essas informações. E daí acontece que a possibilidade de pesquisar essa área criminal ocorre por meio do que já institucionalizado, pelo que vira processo jurídico. Mas o contato com as questões sociais e psicólogicas fica definitivamente comprometido por isso. Mas é justamente porque tá difícil que é importante.

Um comentário:

  1. Como boa carioca, diria que não só tentamos loucamente entender o que acontece a nossa volta, mas também e principalmente o que nos tornamos por isso.

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