quinta-feira, 14 de maio de 2009

o não tempo

Não posso dizer que aqui começa. O que aqui está diz de algo que em mim há muito é. E de repente senti um desejo forte o suficiente para ousar transpassar o mundo com esses pontos flutuantes que atraem meu interesse.
Li um artigo de um astrônomo que dizia que viagens somente no tempo, ou somente no espaço, não são possíveis. Essas medidas andam juntas, uma vez que, se somente viajassemos no tempo, e não no espaço, o planeta afastaria-se de nós e nos encontrariamos vagando no universo. Tudo está em movimento, portanto. Mas não falo, ainda assim, de linearidade.
O inconsciente é atemporal. Ele não tem em si a linearidade histórica. Não faz parte dessa lógica. O inconsciente é uma linguagem estrangeira que faz de ti quem és, como tudo o que você deixou para trás. Wo Es war, soll Ich werden.
Bem, aqui estão pontos que flutuam, partes de um infinito que há em mim. E não estou propondo nenhum nexo entre eles.

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